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País precisa de profissionais de nível técnico para garantir crescimento
Este ano, mais de quatro milhões e meio de alunos se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep/MEC, do total de inscritos, mais de 400 mil pretendem obter a certificação do ensino médio. O que fazer com esta grande massa de pessoas entrando no mercado de trabalho?
“Nem todo aluno que termina o ensino médio tem que obrigatoriamente ir para o superior”, comenta o coordenador-geral de Planejamento e Gestão da Rede Federal de Educação Profissional, Marcelo Machado Feres. “Hoje, as chances de empregabilidade são muito maiores para quem tem o nível técnico porque o país precisa de profissionais no mercado de ponta”, diz.
A alternativa de apostar na qualificação oferecida pelas escolas técnicas, que têm cursos voltados para o aluno que vai cursar - ou já cursou - o ensino médio e quer aprender uma profissão, não é exatamente uma novidade. Há mais de cem anos as escolas técnicas fazem parte da rede de ensino brasileira, mas apenas nas últimas décadas ultrapassaram a marca de mais de 300 unidades em todo país.
Embora o crescimento seja comemorado, a expectativa do governo é de dobrar o número de escolas técnicas nos próximos anos. As escolas profissionalizantes oferecem do ensino técnico de nível médio até a pós-graduação, incluindo licenciaturas e cursos superiores. “No passado a elite ia para a escola e a mão de obra ficava à margem”, lembra Feres. “Mas hoje temos uma nova classe média, uma nova demanda de mercado também. O país precisa imensamente do nível técnico para garantir um crescimento sustentável”, acrescenta.
Os planos não são apenas aumentar a oferta, mas investir igualmente na qualidade dos cursos. As escolas técnicas são vistas como elementos potencializadores de capacitação profissional, com estudos que podem ser integrados (médio e técnico juntos), subsequentes (técnico após a conclusão do ensino médio) ou concomitantes (ensinos médios e técnicos em escolas diferentes, mas com currículos articulados). O objetivo final é promover cidadãos com formação autônoma e qualificação profissional. “O MEC privilegia a qualidade dos cursos porque estudar por estudar não tem significado para ninguém: tem que ter objetivo”, diferencia Feres.
As instituições de ensino técnico são subordinadas à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC), mas têm autonomia administrativa, didática e financeira. Para encorajar a criação de polos de desenvolvimento em todo território, os currículos levam em conta a realidade de cada local, assim como sua vocação econômica e necessidade de mão de obra especializada.
Este ano, mais de quatro milhões e meio de alunos se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep/MEC, do total de inscritos, mais de 400 mil pretendem obter a certificação do ensino médio. O que fazer com esta grande massa de pessoas entrando no mercado de trabalho?
“Nem todo aluno que termina o ensino médio tem que obrigatoriamente ir para o superior”, comenta o coordenador-geral de Planejamento e Gestão da Rede Federal de Educação Profissional, Marcelo Machado Feres. “Hoje, as chances de empregabilidade são muito maiores para quem tem o nível técnico porque o país precisa de profissionais no mercado de ponta”, diz.
A alternativa de apostar na qualificação oferecida pelas escolas técnicas, que têm cursos voltados para o aluno que vai cursar - ou já cursou - o ensino médio e quer aprender uma profissão, não é exatamente uma novidade. Há mais de cem anos as escolas técnicas fazem parte da rede de ensino brasileira, mas apenas nas últimas décadas ultrapassaram a marca de mais de 300 unidades em todo país.
Embora o crescimento seja comemorado, a expectativa do governo é de dobrar o número de escolas técnicas nos próximos anos. As escolas profissionalizantes oferecem do ensino técnico de nível médio até a pós-graduação, incluindo licenciaturas e cursos superiores. “No passado a elite ia para a escola e a mão de obra ficava à margem”, lembra Feres. “Mas hoje temos uma nova classe média, uma nova demanda de mercado também. O país precisa imensamente do nível técnico para garantir um crescimento sustentável”, acrescenta.
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